A superioridade do EVANGELHO.

A Superioridade do EVANGELHO

 

― Porque o pecado não terá DOMÍNIO sobre VÓZ, pois não estais debaixo da lei, mas debaixo da graça. (Bíblia Sagrada) Rom. 6: 14.

 

 

                       A superioridade do EVANGELHO.

 

 

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Num Israel do passado, Nação, conhecida como povo de Deus, o Senhor Deus instituiu, Leis, Regulamentos civis e espirituais para que pelo o seu cumprimento aquela Nação pudesse viver socialmente, e agradar ao Deus Todo-Poderoso. Porém, mesmo que aquelas Leis, aqueles regulamentos fossem cumpridos rigorosamente não serviriam como instrumentos de Salvação Eterna. Todavia a História nos faz saber, que em toda a existência daquela Nação não houve ninguém capaz de cumprir todas aquelas Leis, pelo menos não até chegar Jesus, o Cristo, o Filho do Próprio Deus Todo-Poderoso. Jesus sim veio há este mundo que aí está, cumpriu toda Lei, que o Seu o Povo não havia cumprido, e ainda deu a Sua Vida pendurado naquela maldita cruz para salvar assim a humanidade perdida, inclusive a Nação Israelense.

― E, como Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do Homem seja levantado, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. (Bíblia Sagrada) João 3: 14-15. Todavia (2.000) dois mil anos depois de Cristo, nós ainda temos o desprazer de vermos organizações que se dizem evangélicas, que não tem nada há ver com a Nação Israelense, ensinando que nós precisamos cumprir as Leis mosaicas para alcançarmos salvação. Nós não podemos nos esquecer que Moisés trouxe para o povo Hebreu, um conjunto de Leis, e Jesus, o Cristo trouxe a dispensação da Graça.― Porque o pecado não terá domínio sobre vós, pois não estais debaixo da lei, mas debaixo da graça. (Bíblia Sagrada) Rom. 6: 14.

Na mensagem bíblica á seguir, temos a oportunidade de ver o Apóstolo Paulo de certa forma indignado por saber que o entendimento sobre a morte e a ressurreição de Jesus Cristo, foi removido da mente de certo povo cristão lá do passado. O povo aceitou o Evangelho de Cristo como norma de Salvação, como norma de Vida Eterna, mas logo que apareceu alguém falando que se fazia necessário cumprir a Lei dada ao povo Hebreu: Como guardar o sábado, por exemplo, então o povo deixou de lado o Evangelho de Cristo, e voltou numa tentativa de cumprir as Leis mosaicas. E assim aqui diz o Apóstolo Paulo, se a Lei estava prestes a ser restabelecida na Igreja, isso quer dizer que a morte de Cristo não havia surtido efeito naquela comunidade.

As palavras de Paulo são duras. Ele, que no passado foi grande defensor da Lei e que percebeu ser ela um grande empecilho para se enxergar a graça de Cristo, se vê agora fazendo o papel oposto: Mostrar que a Graça é superior à Lei. Quando Paulo apresentou o Evangelho àquele povo, aquele povo creu na sua pregação, agora distante, ouviu rumores sobre “Outro Evangelho”, ou seja, a Lei que no passado deveria ter sido cumprida pelo povo Hebreu, assim Paulo confronta os irmãos. INSENSATOS GÁLATAS: Este juízo Paulino a respeito dos adversários em Gálatas nos leva a perguntar qual era a posição adotada pelos Judeus e os seus simpatizantes. Os simpatizantes das Leis Hebraicas entenderam a eleição especial á Israel, e isto de um modo bem determinado:

O principal é a ideia da eleição divina de Abraão e a sua descendência, o povo das doze tribos como prolongamento genealógico do patriarca Abraão. (Gentios = não judeus) podem, excepcionalmente, por meio da circuncisão, e a guarda da Lei, ser incorporados neste contexto, portanto, como prosélitos (cristãos). Por essa razão, Paulo argumenta severamente com os Gálatas: ― Ó gálatas insensatos! Quem vos fascinou á vós outros, ante cujos olhos foi Jesus Cristo exposto como crucificado? Quero apenas saber isto de vós, (Paulo estava irado, irritado com aquela Igreja. Vamos entender), recebestes o Espírito pelas obras da lei ou pela pregação da fé?

 

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Sois assim insensatos que, tendo começado no Espírito, estejais, agora, vos aperfeiçoando na carne? Terá sido em vão que tantas cousas sofrestes? Se, na verdade, foram em vão. Aquele, pois, que vos concede o Espírito e que opera milagres entre vós, porventura, o faz pelas obras da Lei ou pela pregação da fé? O que nós devemos seguir e viver? (Bíblia Sagrada) Gál. 3: 1-5. O Apóstolo Paulo ficou perplexo com a rapidez com que os crentes gálatas haviam se desviado da fé. Eram filhos da fé de Paulo, foram evangelizados e doutrinados por ele. Tão depressa se desviaram para seguir aos estranhos, e o pior, uma doutrina inteiramente contraditória.

Aqui o Apóstolo Paulo começa a defesa do evangelho de Cristo relembrando aos Gálatas de que sua vida cristã, que teve início com Cristo crucificado e foi certificada pelo Espírito Santo, estava completamente separada da Lei. Eles seriam tolos de abandonar o caminho de Deus e tentar alcançar a perfeição por seus próprios esforços. Paulo se lembra dos tempos obscuros do legalismo (período de obras mortas). “Começar no Espírito e aperfeiçoar na carne”, para o Apóstolo Paulo não é um aperfeiçoamento, mas retrocesso; voltar para as obras da Lei. Esse evangelho, cuja ação é questionada, como dom espiritual dos Gálatas, a mesma argumentação em, não foi ele que os libertou da Lei?

― E aqueles que pareciam ser os líderes da igreja ― digo isso porque para mim não importa o que eles eram, pois Deus não julga pela aparência― aqueles líderes, repito, não me deram nenhuma ideia nova. Pelo contrário, eles viram que Deus me tinha dado a responsabilidade de anunciar o evangelho aos não-judeus, assim como tinha dado á Pedro a responsabilidade de anunciá-lo aos judeus. Pois pelo poder de Deus fui feito apóstolo para anunciar o evangelho aos não-judeus, assim como Pedro foi feito Apóstolo para anunciar o evangelho aos judeus. Por isso Tiago, Pedro e João, que eram considerados os líderes da igreja, reconheceram que Deus me tinha dado essa tarefa especial. E, como sinal de que éramos todos companheiros, eles deram a mim e a Barnabé um aperto de mãos. E todos nós combinamos que eu e Barnabé iríamos trabalhar entre os não-judeus e eles, entre os judeus. (Bíblia Sagrada) Gál. 2: 6-9.

Vocês querem agora concluir carnalmente o que iniciaram espiritualmente? Paulo explica aos Gálatas que sua obediência á Lei significa uma recaída na situação que eles há muito haviam superado. A Lei, por sua vez, não pode modificar o Evangelho estipulado por Cristo. Pois Cristo veio há este mundo para cumprir a Lei: ― Não pensem que eu vim para anular a Lei de Moisés ou os ensinamentos dos Profetas. Não vim para abolir, mas para dar o seu sentido completo, ou seja, para cumprir. (Bíblia Sagrada) Mat. 5: 17. Paulo finaliza esta passagem revelando que o Espírito Santo, que opera milagres, que dá entendimento e que foi concedido mediante a Fé, está isento do cumprimento da lei. ― Será que, quando Deus dá o seu Espírito e faz milagres entre vocês, é porque vocês fazem o que a Lei manda? Não será que é porque vocês ouvem a mensagem e creem nela? (Bíblia Sagrada) Gál. 3: 5.

Ainda hoje, há algumas organizações evangélicas que têm introduzido práticas legalistas, como uma tentativa de cumprir a Lei. Foi muito difícil para a Igreja primitiva, constituída a princípio de membros Judeus, aceitar também que a porta da fé foi aberta aos gentios, ou seja, ao povo não Hebreu. Todos os pactos, a adoção de filhos, as alianças, as promessas e etc…, foram dados ao povo Judeu: ― “Isto é, estes filhos de Deus não são propriamente os da carne, mas devem ser considerados como descendência os filhos da promessa”. (Bíblia Sagrada) Rom. 9: 8.

 

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Deus trouxe uma revelação bem clara ao apóstolo Pedro, através daquele lençol que descia dos Céus, com todo tipo de animais, que para os judeus eram imundos, que nós gentios também fomos feitos um com eles. ― E, no dia seguinte, indo eles seu caminho e estando já perto da cidade, subiu Pedro ao terraço para orar, quase à hora sexta. E, tendo fome, quis comer; e, enquanto lhe preparavam, sobreveio-lhe um arrebatamento de sentidos, e viu os Céus abertos e que descia um vaso, como se fosse um grande lençol atado pelas quatro pontas, vindo para a terra, no qual havia de todos os animais quadrúpedes, répteis da terra e aves dos Céus. E foi-lhe dirigida uma voz: Levanta-te, Pedro! Mata e come. Mas Pedro disse: De modo nenhum, Senhor, porque nunca comi coisa alguma comum e imunda. E segunda vez lhe disse a voz: Não faças tu comum ou imundo, ao que Deus purificou. (Bíblia Sagrada) Atos 10: 9-15.

Na verdade o compromisso de Deus em matéria de Salvação, seria para com a humanidade, e não somente para o povo Hebreu, como disse Jesus, a Salvação vem dos Judeus, mas para toda a humanidade. ― Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um; e, derribando a parede de separação que estava no meio, na sua carne, desfez a inimizade, isto é, a Lei dos mandamentos, que consistia em ordenanças, para criar em si mesmo dos dois um novo ser humano, fazendo a paz, e, pela cruz, reconciliar ambos com Deus em um corpo, matando com ela as inimizades. (Bíblia Sagrada) Efé. 2: 14-16. “Ó insensatos Gálatas, quem vos fascinou”. O verbo no original para “fascinar” é baskaino, e só aparece em todo Novo Testamento nesta passagem.

Na literatura grega clássica da época tem o sentido de “enfeitiçar”. Os gálatas receberam o Espírito Santo quando creram na mensagem que Paulo pregou, e não pelas obras da Lei. Era uma experiência extraordinária do poder transformador de Deus na vida deles. Como agora podiam trocar essa experiência verdadeira cristã por um evangelho espúrio e contrário ao que o Apóstolo lhes havia pregado? Estava agora estupefato com a insensatez (loucura) dos gálatas. Não podia crer que essa gente pudesse ser iludida com tanta facilidade. Um pouco antes nós podemos ver Jesus numa situação parecida falando: ― Vós tendes por pai ao diabo e quereis satisfazer os desejos de vosso pai; ele foi homicida desde o princípio e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele; quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira. (Bíblia Sagrada) João 8: 44.

Como podemos ver aqui, tem hora que nem mesmo os grandes homens de Deus, ou mesmo o Próprio Cristo não conseguiu manter a calma. Os LEGALISTAS são como feiticeiros do mal, desviando os olhos de suas vítimas da cruz para a Lei. Leis estas que eles mesmos nunca conseguiram cumpri-las, e assim Jesus, o Cristo teve que descer da Sua Glória, tornando-se de certa forma um ser humano, nascendo de uma mulher, para então cumprir toda a Lei, e os mandamentos dos Profetas. Entretanto, os gálatas não têm desculpa, pois Paulo lhes deixou bem claro o significado do sacrifício da cruz.

Os judeus consideravam Abraão como seu pai e fonte de suas bênçãos espirituais. Eles acreditavam que a simples ascendência física de Abraão os tornava justos. O Apóstolo Paulo mostra que Abraão agradou á Deus pela fé e não por realizar obras da Lei, uma vez que a Lei não existia na época de Abraão. Ele também insiste que os verdadeiros filhos de Abraão, e herdeiros da bênção prometida, são aqueles que vivem pelo princípio da fé, e não pela Lei. Paulo apresenta as alternativas da fé, e da Lei como formas de justificação. Entretanto, ao invés de justificar, a Lei, de certa forma mal diz, pois a Lei faz exigências que ninguém pode cumprir, aliás, só Jesus Cristo assim conseguiu.

 

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O legalismo está fundamentado no uso inadequado da Lei. Quando abraçamos o legalismo, abrimos a porta para a feitiçaria entrar nas nossas vidas. O legalismo libera uma feitiçaria, um fascínio demoníaco que se manifesta através da manipulação, da dominação e da intimidação, que roubam nossa sensibilidade e bom senso em relação ao Evangelho de Cristo. Ao invés de desenvolver uma comunhão entre os irmãos, o legalismo faz com que os líderes ajam com extrema severidade e sem misericórdia. Na igreja a pessoa legalista se irrita por questões insignificantes e amorais, fazendo com que a igreja se distraia do seu real propósito, e assim por diante. Qual é o fruto do legalismo? Morte. Por isso, produzir fruto é uma questão de relacionamento e não esforço.

Na verdade, o legalismo destrói o relacionamento e a unidade do corpo. Que intrigante e curioso é esta passagem de gálatas. O Apóstolo Paulo chamando uma Igreja, pessoas ditas evangélicas, chamando: Ó Gálatas insensatos! Ora, parece uma postura arrogante e provocativa do Apóstolo. A impressão que se tem é que ele estava provocando aquelas pessoas, sendo arrogante, mas não, esta passagem nos mostra o quanto isso indignava Paulo, um Missionário que deu a vida por amor a Obra de Deus, e em certo ponto vendo que de nada valeu, digamos assim. Ver os gentios (não Judeus), que eram selos do seu apostolado vivendo debaixo das obras da lei. Isto indignava o coração daquele Missionário que tanto fez pela Obra de Deus. Alguém pode me perguntar:

“Uma Igreja que se diz cristã, evangélica pode se tornar insensata, eu achei que todos os lugares que tem placa dizendo igreja, são bons lugares. São lugares de Deus, vivem corretamente o evangelho, pode uma igreja se tornar insensata, porque Paulo está dizendo isto á uma igreja, vocês são insensatos, pode uma igreja se tornar ignorante espiritualmente, viver algo que não está correto”? Claro que pode, tanto pode que isto estava acontecendo lá no passado, numa Cidade, numa região chamada Galácia, veja o que estava sucedendo; quem é que estava querendo confundir a vida dos cristãos não Judeus, você pode ver. ― Sois vós tão insensatos que, tendo começado pelo Espírito, acabeis agora pela carne? Será em vão que tenhais padecido tanto? Se é que isso também foi em vão.

Aquele, pois, que vos dá o Espírito e que opera maravilhas entre vós o faz pelas obras da Lei ou pela pregação da fé? (Bíblia Sagrada) Gál. 3: 3-5. Tem hora que fica difícil de entender, se o grande Missionário estava revoltado, ou muito triste sabendo da situação daquela Igreja. Será que já não basta o que as pessoas sofrem no mundo naturalmente, já não basta o que as pessoas sofreram antes de chegar a mensagem do Evangelho. Então Paulo fala, Gálatas, olha, será que foi em vão o que vocês já sofreram, no mundo que aí está, na Lei, ou onde quer que seja, vocês são selo da minha obra missionária, vocês estão na graça e agora se submetendo as obras, aos sacrifícios da Lei. Aquele, pois que vos concede o Espírito e que opera milagres entre vós, por ventura o faz por obras da Lei ou pela pregação da fé.

E eu termino lhes perguntando, então, vocês acham que Deus faz milagres como, pelas obras da Lei ou pela pregação da fé? Porque diz a palavra que Deus faz milagres entre vós pela pregação da fé em nome de Jesus. A fé nos diz que nós já fomos curados, restaurados, perdoados, a fé nos diz que já somos mais que vencedores, e assim nós podemos todas as coisas naquele que nos fortalece, pela fé. Nenhum cristão será salvo por mérito ou porque praticou alguma boa obra ou porque observou algum principio da Lei, ou porque segue as tradições humanas das suas lideranças. Toda cristandade em Jesus foi justificada, isto é, aceita por Deus, mediante a fé em Cristo Jesus.

 

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― Mas, quando apareceu a benignidade e a caridade de Deus, nosso Salvador, para com os homens, não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas, segundo a sua misericórdia, nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo, que abundantemente ele derramou sobre nós por Jesus Cristo, nosso Salvador, para que, sendo justificados pela sua graça, sejamos feitos herdeiros, segundo a esperança da vida eterna. (Bíblia Sagrada) Tito 3: 4-7. Á seguir nós podemos ver que tudo em relação a união do ser humano há Deus, o Seu Criador começou muito antes de ter sido instituída qualquer Lei mosaica. O nosso pai Abraão, é o pai da Fé, isso desde antes de existir uma Nação Hebraica.

― “É o caso de Abraão que creu em Deus, e isso lhe foi imputado como justiça. Sabei, pois que os que são da fé são filhos de Abraão. Ora, tendo a Escritura, previsto que Deus havia de justificar pela fé os gentios, não Hebreu, anunciou primeiro o Evangelho á Abraão, dizendo: Todas as nações serão benditas em ti. De sorte que os que são da fé, são benditos com o crente Abraão. Todos das obras da lei estão debaixo da maldição; porque está escrito: Maldito todo aquele que não permanecer, para fazê-las, ou seja, para cumpri-las”. (Bíblia Sagrada) Gál. 3: 6-10. A apresentação de Abraão não é por acaso. Ele representa um personagem do Antigo Testamento e é considerado o Patriarca do Povo Hebreu, mas o Apóstolo Paulo diz que “Abraão creu em Deus e isso lhe foi imputado por justiça”.

Para quem não sabe é bom lembrar, que o Apóstolo Paulo biologicamente é filho, é da família de Abraão. Ser filho de Abraão, não é ser descendente biológico, mas crer como ele creu, ou seja, uma filiação que procede da fé, não do sangue. Em Abraão, Deus preanunciou o Evangelho à humanidade perdida que aí está, demonstrando a universalidade e o papel missionário do Evangelho. Abraão antes mesmo da existência de Israel, ele já era o Pai da Fé. A Lei foi criada para condenação, pois o que tropeça na Lei é considerado maldito diante dos Olhos de Deus, daí então a justificação vem pela Fé, e esta em Cristo Jesus. Isso mostra que Paulo vivia os conceitos da nova religião cristã revelada. Paulo defendia essa doutrina no seu dia a dia tanto como dos gentios como dos Judeus, como acabamos de falar sendo ele mais UM.

Aqui ele busca uma figura do Antigo Testamento, as Escrituras dos Judeus, a História Hebraica para fundamentar sua teologia. Ele prova que Abraão foi justificado pela fé, e não pelas obras, e nem por cumprimento da Lei: “E assim creu ele, Abraão, no SENHOR, e foi imputado isso por justiça”. ― E creu ele no SENHOR, e foi-lhe imputado isto por justiça. (Bíblia Sagrada) Gên. 15: 6. O patriarca Abraão correspondeu com a exigência da fé e Deus o aceitou nessa base. O argumento do judaísmo, afirma que as bênçãos divinas foram prometidas á Abraão e aos seus filhos. Para se tornar semente de Abraão e ser incluído na sua linhagem, era necessário ser circuncidado ou seja sofrer uma operação de fimose.

Mas o Apóstolo Paulo diz que não; o que importa não é ser filho da carne, mas do Espírito, pela fé. Os filhos da promessa, ou seja, aos filhos de Abraão que haviam começado na lei do Espírito estavam voltando-se para a lei mosaica, acabaram na carne e por isso Paulo faz a seguinte pergunta: ― Aquele, pois, que vos dá o Espírito e que opera maravilhas entre vós, o faz pelas obras da lei ou pela pregação da fé? (Bíblia Sagrada) Gál. 3: 5. Abraão nada mais fez para ser aceito por Deus do que por em prática a sua FÉ. Como agora na dispensação da graça os legalistas querem ser justificados pelas obras da lei? Mesmo porque o tempo do legalismo entre o Povo Hebreu já passou, agora é tempo de Fé em Cristo Jesus?

 

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Os falsos mestres judaizantes diziam que só podia alguém ser aceito por Deus se fosse filho de Abraão, assim aqui nós temos mais uma oportunidade de ver que Abraão é pai biológico do Povo Hebreu, porém, pai da FÉ de todo aquele que assim aceitar a mesma. ― Sabei, pois, que os que são da fé são filhos de Abraão. (Bíblia Sagrada) Gál. 3: 7. Os judaizantes diziam que filho de Abraão, no sentido espiritual, é todo aquele que apresentar semelhança espiritual com ele, cuja vida seja moldada pela fé. Assim, “os que são da fé são filhos de Abraão”. Por isso que o Apóstolo Paulo não se cansava de dizer que o verdadeiro israelita é o verdadeiro cristão, independente de sua etnia.

― Ele foi circuncidado mais tarde. E a sua circuncisão foi um sinal para provar que Deus aceitou Abraão porque ele tinha fé; e isso aconteceu quando ele ainda não havia sido circuncidado. Assim Abraão é o pai espiritual de todos os que creem em Deus e são aceitos por ele, mesmo que não sejam circuncidados. Ele é também o pai dos que são circuncidados. Não apenas porque são circuncidados, mas porque vivem a mesma vida de fé que Abraão, o nosso pai, viveu antes de ter sido circuncidado. Deus prometeu á Abraão e aos seus descendentes que o mundo pertenceria á eles. Essa promessa foi feita não porque Abraão tinha obedecido à Lei, pois na verdade ela, a Lei ainda não existia, mas porque ele havia crido em Deus e havia sido aceito por Ele.

Pois, se aqueles que obedecem à lei vão receber o que Deus prometeu, então a fé é inútil, e a promessa de Deus não tem valor. Pois a Lei traz o castigo de Deus. Mas, onde não existe Lei, também não existe desobediência à Lei. Portanto, a promessa de Deus depende da fé, a fim de que a promessa seja garantida como presente de Deus á todos os descendentes de Abraão. Ela não é somente para os que obedecem à Lei, mas também para os que creem em Deus como Abraão creu, pois ele é o pai espiritual de todos nós. Como dizem as Escrituras Sagradas:“Eu fiz de você o pai de muitas nações”. Assim a promessa depende de Deus, em quem Abraão creu, o Deus que ressuscita os mortos e faz com que exista o que não existia. (Bíblia Sagrada) Rom. 4: 11-17.

Mais uma vez nós podemos provar pela Palavra de Deus, que só alcançaremos justiça pela fé em Cristo Jesus, assim não importando a nossa descendência biológica. ― O que vamos dizer, então? Vamos dizer isto: Os não-judeus, que não procuravam ser aceitos por Deus, foram aceitos por meio da fé. Porém o povo de Israel, que procurava uma Lei para ser aceito por Deus, não encontrou o que estava procurando. E por que não? Porque eles procuravam alcançar isso por meio das suas ações e não por meio da fé. Eles tropeçaram na “pedra de tropeço”, como dizem as Escrituras Sagradas: “Vejam! Estou colocando em Sião uma pedra em que eles vão tropeçar, a rocha que vai fazê-los cair. Mas quem crer nela não ficará desiludido”. (Bíblia Sagrada) Rom. 9: 30-33.

E foi o que aconteceu, o Povo Hebreu, os Judeus da época tentando cumprir sem conseguir, acabaram tropeçando na Rocha que é o Próprio Jesus, o Cristo de Deus. Eu fico feliz porque apesar de toda a minha humildade consegui pela Graça de Deus alcançar conhecimento sobre essa Gloriosa Mensagem que acabamos de ler. E assim estou por aqui há alguns anos derramando aos Pés de Jesus as minhas lágrimas, a minha alma, na esperança de um dia chegar lá na Presença do único e Verdadeiro Deus. Quando recebemos Jesus Cristo em nossas vidas, deixamos de lado a nossa descendência biológica, porque a partir do momento que nós aceitamos á Cristo como o nosso Único e suficiente Salvador, passamos há ser filhos de Deus:

 

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― Portanto, lembrai-vos de que vós, noutro tempo, éreis gentios na carne e chamados incircuncisão pelos que, na carne, se chamam circuncisão feita pela mão dos homens; que, naquele tempo, estáveis sem Cristo, separados da comunidade de Israel e estranhos aos concertos da promessa, não tendo esperança e sem Deus no mundo. Mas, agora, em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, já pelo sangue de Cristo chegastes perto. Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um; e, derribando a parede de separação que estava no meio, na sua carne, desfez a inimizade, isto é, a lei dos mandamentos, que consistia em ordenanças, para criar em si mesmo dos dois um novo ser humano, fazendo a paz, (Bíblia Sagrada) Efé. 2: 11-15.

A circuncisão como exigência da Lei não deve ser vista isoladamente do conjunto entre aliança e Lei. Com a observância da Lei, o povo responde à aliança de Deus, aceitando-se o principio do conjunto de Leis Mosaicas que ficou conhecido como: Torá. O discurso de Paulo na sinagoga de Antioquia diz: ― Porém aquele a quem Deus ressuscitou não viu corrupção. “Tomai, pois, irmãos, conhecimento de que se vos anuncia remissão de pecados por intermédio deste; e por meio dele, todo o que crê é justificado de todas as coisas das quais vós não pudestes ser justificados pela Lei de Moisés”. (Bíblia Sagrada) Atos 13: 37-39. Posto que a ressurreição e o perdão dos pecados por Cristo Jesus tivessem sido proclamados pelo Apóstolo Pedro quando diz:

― Deus ressuscitou este Jesus, e todos nós somos testemunhas disso. Todo o povo de Israel deve ficar bem certo de que este Jesus que vocês crucificaram é aquele que Deus tornou Senhor e Messias. Pedro respondeu: ― Arrependam-se, e cada um de vocês seja batizado em nome de Jesus Cristo para que os seus pecados sejam perdoados, e vocês receberão de Deus o Espírito Santo. (Bíblia Sagrada) Atos 2: 32, 36, 38. A seguir ainda temos a oportunidade de ler quando o Apóstolo Pedro exorta o seu Povo, acusando-o do assassinado do Próprio Filho de Deus, e assim exortando-os ao arrependimento. ― Assim vocês mataram o Autor da vida; mas Deus o ressuscitou, e nós somos testemunhas disso. Portanto, arrependam-se e voltem para Deus, a fim de que ele perdoe os vossos pecados. (Bíblia Sagrada) Atos 3: 15, 19.

Há quem diga que até este tempo ninguém tinha pregado tão explicitamente que o ser humano podia ser justificado tão somente na base da fé. Obter pela fé posição com Deus que pudesse fazer entrar o indivíduo na posse da segurança da salvação significa que as obras da Lei haviam sido cumpridas por Cristo, a partir de então, desnecessária. Isto significa um avanço novo e ousado na verdade a respeito de Cristo. Acima de tudo, marcou um novo começo no pensamento teológico da Igreja que começava naquele momento, só depois dos acontecimentos desta jornada é que saiu a doutrina paulina da justificação pela fé. Por isso, já não se deve buscar a salvação através das provisões do antigo concerto, nem pela obediência às suas Leis e ao sistema de sacrifícios.

A salvação agora, tem lugar de conformidade com as provisões no novo concerto, a saber, a morte expiatória de Cristo, a sua ressurreição gloriosa e o privilégio subsequente de pertencer a Cristo Jesus. ― Porque todos sois filhos de Deus pela fé em Cristo Jesus; porque todos quantos fostes batizados em Cristo, já vos revestistes de Cristo. (Bíblia Sagrada) Gál. 3: 26-27. Aqui ainda convém analisar a posição de Paulo aos romanos para compreender o sentido dessa seção quando diz: ― Pois o que é que as Escrituras Sagradas dizem? Elas dizem: “Abraão creu em Deus, e por isso Deus o aceitou”. O salário que o trabalhador recebe não é um presente, mas é o pagamento a que ele tem direito por causa do trabalho que fez.

 

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Porém a pessoa que não põe a sua esperança nas coisas que faz, mas simplesmente crê em Deus, é a fé dessa pessoa que faz com que ela seja aceita por Deus, o Deus que trata o culpado como se ele fosse inocente. (Bíblia Sagrada) Rom. 4: 3-5. O que me deixa na verdade de certa forma sem entender, vivendo num Mundo moderno, alfabetizado, com todas as informações que ai estão,  é como lá num passado tão distante, sem nenhuma informação, pessoas como Abraão, Jó e muitos outros conseguiram descobrir que o Deus Todo-Poderoso existe! É certo que encontrar pessoas com esses valores, é uma Providência do Próprio Deus que sempre manteve uma espécie de linha de pessoas servindo-lhe, pessoas como, Abel, Sete, Enoque, Noé e ainda vem Abraão, Jó, Elias e aí por diante.

Hoje nós vivemos num Mundo com tantas informações, e mesmo assim tem hora que fica difícil conquistar uma alma preciosa para leva-la até o Reino de Deus. No entanto lá no passado, sem nenhuma informação, pessoas como Abraão, Jó e muitos outros, eram capazes de dar suas vidas por Amor á um Deus Todo-Poderoso, porém inteiramente desconhecido. Nós aqui não podemos nos esquecer, que esse fator conhecido como fé, não vem do ser humano e sim do Próprio Deus. ― Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós; é dom de Deus, é um Presente Divino. (Bíblia Sagrada) Efé. 2: 8.Aqui nós podemos ver que Abraão e todos os outros homens e mulheres de Deus lá do passado, não creram em Deus porque quiseram, mas porque foram convidados para tal fazerem. Como nós podemos ler á seguir, era Deus procurando o ser humano, e não ao contrário:

― Certo dia o SENHOR Deus disse à Abrão: ― Saia da sua terra, do meio dos seus parentes e da casa do seu pai e vá para uma terra que eu lhe mostrarei. Os seus descendentes vão formar uma grande nação. Eu o abençoarei, o seu nome será famoso, e você será uma bênção para os outros. Abençoarei os que o abençoarem e amaldiçoarei os que o amaldiçoarem. E por meio de você eu abençoarei todos os povos do mundo. (Bíblia Sagrada) Gên. 12: 1-3. Mesmo assim para largar tudo, após simplesmente ouvir uma Vós, tem que ser bom, e foi o que o nosso pai da fé fez, largou tudo e seguiu a orientação do Senhor nosso Deus, tornando-se assim o pai da maior Nação da Terra, e para completar, também o pai da Fé dessa Nação.

Para quem não sabe, hoje a Nação Hebraica domina a população da Terra, e também a sua economia, afinal de contas a promessa era do Único e Verdadeiro Deus. ― O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; mas é longânimo para convosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se. (Bíblia Sagrada) II Ped. 3: 9. Como podemos ver, á Abraão, a fé foi “imputada” por justiça. “Imputar” no gr. logizomai, significa creditar na conta da pessoa. A fé que Abraão tinha era uma fé genuína, pela qual ele perseverava, cria, confiava, obedecia, fortalecia-se e dava glória a Deus. Era o caso de Jó, apodrecendo vivo em cima daquele monte de cinzas, mas sempre glorificando á Deus.

Na verdade é esse tipo de fé que nos torna filhos de Deus, é esse tipo de fé que tem levado muitos verdadeiros cristãos há darem as suas vidas por amor ao Evangelho, por amor á Obra de Deus. Isso significa que a fé que leva o cristão á salvação é tida como equivalente à justiça no tocante ao seu efeito. E assim aqui Paulo nos dá mais uma lição falando dessa mesma fé, praticar, “imputar” ou “atribuir a justiça” ao crente, e, em cada caso Paulo afirma claramente que é a “fé” do crente que lhe é contada ou imputada como “justiça” ― Porém a pessoa que não põe a sua esperança nas coisas que faz, mas simplesmente crê em Deus, é a fé dessa pessoa que faz com que ela seja aceita por Deus, o Deus que trata o culpado como se ele fosse inocente. (Bíblia Sagrada) Rom. 4: 5.

 

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Imputar a fé do crente como justiça não é, porém resultado exclusivo da nossa fé em Cristo ou da nossa entrega á Ele; é acima de tudo, um ato de graça e misericórdia divina para com o ser humano que tenha o mínimo de boa vontade, assim como tinha o nosso pai Abraão. ― Portanto, a promessa de Deus depende da fé, a fim de que a promessa seja garantida como presente de Deus á todos os descendentes de Abraão. Ela não é somente para os que obedecem à lei, mas também para os que creem em Deus como Abraão creu, pois ele é o pai espiritual de todos nós. (Bíblia Sagrada) Rom. 4: 16. Quando Deus vê o coração do crente voltado para Cristo com fé, Ele lhe perdoa, graciosamente, os pecados, imputa-lhe a fé como justiça e aceita-o como seu filho.

― Mas Deus nos mostrou o quanto nos ama: Cristo morreu por nós quando ainda vivíamos no pecado. E, agora que fomos aceitos por Deus por meio da morte de Cristo na cruz, é mais certo ainda que ficaremos livres, por meio dele, do castigo de Deus. (Bíblia Sagrada) Rom. 5: 8-9. Na ilustração que o Apóstolo Paulo vem dando á justiça no decorrer dessa mensagem, ele não declara em parte alguma que a justiça de Deus ou de Cristo é, na realidade, imputada ou comunicada ao crente. Devemos tomar cuidado para não descrever a justificação como decorrente da guarda da Lei do Antigo Testamento por Cristo, e daí comunicada por Ele, ao crente.

Se a justificação fosse pelos méritos da guarda da Lei, transferida ao ser humano, então não se trataria do mesmo tipo de fé que Abraão alcançou, e isso por sua vez, anularia a promessa Divina e tornaria a salvação um resultado do mérito, e não da graça. Mais uma vez Paulo declara enfaticamente que a justificação e a retidão não decorre da Lei, mas da misericórdia, graça, amor e perdão de Deus, tudo para com o ser humano e que a fé de Abraão (sua crença, sua dedicação á Deus, sua forte confiança e inabalável firmeza em Deus e nas suas promessas), lhe é atribuída como justiça, pela misericórdia e graça de Deus. “Não foi por intermédio da Lei que, á Abraão ou a sua descendência coube a promessa de ser herdeiro do mundo, e sim mediante a justiça da fé.

Pois, se os da Lei é que são os herdeiros, anula-se a fé e cancela-se a promessa, porque a Lei suscita a ira; mas onde não há Lei, também não há transgressão. O direito de estar diante de Deus vem somente pela fé. Abraão recebeu à promessa de Deus pela fé, muito antes que a Lei de Moisés fosse enviada. A salvação não é obtida mediante a observação da Lei. O legalismo muda o foco do poder de Deus, transferindo-o para a habilidade de alguns indivíduos em observar a Lei. Com a lei surgiu um crescimento de consciência de pecado e ira de Deus. Por meio da fé é que se concretiza a promessa de Deus. ― Porque Deus, que disse que das trevas resplandecesse a luz, é quem resplandeceu em nossos corações, para iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Jesus Cristo. (Bíblia Sagrada) II Cor. 4: 6.

Os verdadeiros herdeiros de Abraão são os que recebem a promessa de Deus pela fé, assim como Abraão. Todos os que têm fé em Cristo Jesus são herdeiros da promessa de Deus. Os verdadeiros descendentes de Abraão não são aqueles que estão debaixo da Lei, mas aqueles que têm fé, os que estão debaixo da Graça. ― Ora, não só por causa dele está escrito que lhe fosse tomado em conta, mas também por nós, a quem será tomado em conta, os que cremos naquele que dos mortos ressuscitou á Jesus, nosso Senhor, o qual por nossos pecados foi entregue e ressuscitou para nossa justificação. (Bíblia Sagrada) Rom. 4: 23-25. A essa afirmação, segundo Paulo, deve acrescentar-se ainda: Os que seguem a Lei não são somente pecadores, eles também esperam algo falso da Lei, pois o próprio Deus estabeleceu na Escritura que somente o que é justo, a partir da fé, alcançará a vida Eterna.

 

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Essa citação que coincide com a palavra de Deus á Abraão, quando diz: ― Eis que a sua alma se incha, não é reta nele; mas o justo, pela sua fé, viverá. (Bíblia Sagrada) Hab. 2: 4. Como nós podemos ver aqui, lá atrás está escrito: ― E creu ele no SENHOR, e foi-lhe imputado isto por justiça. (Bíblia Sagrada) Gên. 15: 6. Desse modo, a própria Lei indica que para obter a salvação falta ir por cima e para além dela própria. Os judaizantes esperam da Lei algo que ela não pode dar. Com isso, Paulo tem o caminho livre para conceber a descendência de Abraão, para quem vale a promessa divina, em sentido exclusivamente espiritual, para encontrar o caminho da salvação, na comunidade cristã da fé.

― Ora, as promessas foram feitas á Abraão e à sua posteridade. Não diz: E às posteridades, como falando de muitas, mas como de uma só: E à tua posteridade, que é Cristo. (Bíblia Sagrada) Gál. 3: 16. “Todos quantos, pois, são das obras da Lei estão debaixo de maldição, (claro se eu sou gentio e há uma verdade para eu viver, há um evangelho, há uma revelação, e eu vivo debaixo das obras da Lei, eu estou debaixo de maldição), porque está escrito: Maldito todo aquele que não permanecer em todas as coisas escritas no livro da Lei, para praticá-las. Ora, a Lei não é da fé, mas o homem que fazer estas coisas por ele viverá”. ― Todos aqueles, pois, que são das obras da Lei estão debaixo da maldição; porque escrito está: Maldito todo aquele que não permanecer em todas as coisas que estão escritas no livro da Lei, para fazê-las.

E é evidente que, pela Lei, ninguém será justificado diante de Deus, porque o justo viverá da fé. Ora, a Lei não é da fé, mas o homem que fizer estas coisas por elas viverá. (Bíblia Sagrada) Gál. 3: 10-12. Se Paulo estivesse exigindo o cumprimento da Lei para os Gálatas, estaria nesse sentido conduzindo os cristãos ao pecado, pois pela lei vem o conhecimento do pecado. Todavia a Lei que acusa o pecador, não lhe dá oportunidade de arrependimento e salvação, a Lei quando acusa o pecador é para puni-lo. Todos os que olham unicamente para as próprias obras como mandamentos de Deus estão, de fato, debaixo da maldição. Aqueles que confiam insensatamente nas obras acreditam que têm dentro de si a capacidade de praticar tudo o que Deus mandar.

Todavia, não há maneira humanamente possível de obedecer à Lei completamente e o tempo todo. A Lei não pode justificar ou salvar; ela pode somente condenar, e matar. ― Maldito aquele que não confirmar as palavras desta Lei, não as cumprindo! E todo o povo dirá: Amém! (Bíblia Sagrada) Deu. 27: 26. Na verdade não são as obras humanas, mas sim as obras de Cristo que salvam. Jesus assumiu os nossos pecados na cruz, Ele se fez pecado por nós: ― Deus fez o que a Lei não pôde fazer porque a natureza humana era fraca. Deus condenou o pecado na natureza humana, enviando o seu próprio Filho, que veio na forma da nossa natureza pecaminosa a fim de acabar com o pecado. (Bíblia Sagrada) Rom. 8: 3.

A morte no madeiro era sinal externo da maldição na legislação Hebraica. Isso, obviamente serve também para morte de cruz, a cruz de Cristo. Às vezes os escritores do Novo Testamento usam a palavra “madeiro” para designar a cruz, ou a cruz de Cristo. ― O Deus de nossos pais ressuscitou á Jesus, ao qual vós matastes, suspendendo-o no madeiro. (Bíblia Sagrada) Atos 5: 30. O Apóstolo mostra que a maldição foi removida quando Cristo á tomou sobre si, e isso permitiu aos gentios aderirem à fé. Portanto, a “benção de Abraão” significa a justificação pela fé e a posse do Espírito Santo.

 

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Jesus nunca pecou, nunca conheceu pecado, era “Santo, Inocente, Imaculado, separado dos pecadores e feito mais sublime do que os Céus”. ― Porque nos convinha tal sumo sacerdote, santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores e feito mais sublime do que os Céus, que não necessitasse, como os sumos sacerdotes, de oferecer cada dia sacrifícios, primeiramente, por seus próprios pecados e, depois, pelos do povo; porque isso fez ele, uma vez, oferecendo-se a si mesmo como sacrifício. (Bíblia Sagrada) Heb. 7: 26-27. Paulo não diz que Jesus é maldição, mas que se fez maldição por nós, para nos remir da maldição da Lei. Cristo nos resgatou da maldição da Lei, fazendo-se maldito por nós, porque está escrito: “Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro”.

Para que a benção de Abraão chegasse aos gentios por Jesus Cristo e para que, pela fé nós recebemos a promessa do Espírito. Abraão experimentou a Fé, Jesus experimentou a cruz. Moisés introduziu a Lei e a sua interpretação errada criou um caos que foi enxergado por Cristo. Paulo então diz: “Cristo nos resgatou da maldição da Lei” porque assumiu o caos espiritual do mundo “tornando-se Ele próprio MALDIÇÃO” ao escolher para Si a CRUZ que era nossa. O Amor demonstrado por Jesus Cristo na Cruz criou uma ponte para que a benção de Abraão chegasse até nós. Porque a pessoa acaba por não conseguir praticar toda a Lei, nunca ninguém conseguiu cumprir toda Lei, por isso nunca se aperfeiçoou ninguém, a pessoa fazia tudo certo, mas tropeçava em alguma coisa, estava tudo anulado, ela estava sempre debaixo de maldição e morte.

A confiança em si mesmo traz a queda e a morte; a confiança em Deus traz a vida e a ascensão. O ser humano foi e sempre será salvo pela graça mediante a fé. ― Porque nele se descobre a justiça de Deus de fé em fé, como está escrito: Mas o justo viverá da fé. (Bíblia Sagrada) Rom. 1: 17. Todavia, no Antigo Testamento, Deus já alertava o Seu povo quando dizia: ― Eis que a sua alma se incha, não é reta nele; mas o justo, pela sua fé, viverá. (Bíblia Sagrada) Hab. 2: 4. Do texto bíblico, e à luz de todo o contexto, percebe-se que a Lei, embora ordenada para o bem, não conseguiu justificar ninguém, mas mostrou ao Povo Hebreu muito especialmente as suas transgressões, suas culpas e o levou a conhecer sua miséria, impotência e, partindo daí, o dever de se humilhar diante de Deus, arrepender-se e ser salvo mediante a fé.

Todavia, em si mesma, a Lei não tinha poder algum para levar o ser humano de volta ao Criador: “E é evidente que, pela Lei, ninguém é justificado diante de Deus, porque o justo viverá pela fé, e não pela Lei”. ― E é evidente que, pela Lei, ninguém será justificado diante de Deus, porque o justo viverá da fé. (Bíblia Sagrada) Gál. 3: 11. Disse Paulo: “O justo vivera pela fé” Não da Lei, não da religiosidade, não das experiências meramente místicas, mas sim, da fé, que foi entregue pela graça de Deus. Sem graça não há fé e sem fé não há salvação. Mas algumas “igrejas” dizem que não, que o justo tem que viver pelas obras, pois não está vivendo conforme a verdade do evangelho. Não, estão sendo verdadeiros, é evidente, pois pela Lei ninguém é justificado, o justo viverá pela fé.

“Cristo nos resgatou da maldição da Lei, fazendo-se ele próprio maldição em nosso lugar, porque está escrito; Maldito todo aquele que for pendurado num madeiro”. Cristo nos resgatou da Lei, Ele pagou o preço por nós, Ele sofreu por nós, Ele cumpriu a Lei em nosso lugar, Ele deu fim à Lei. Jesus nos livrou e nos resgatou fazendo o sacrifício dos sacrifícios. Jesus disse para que o meu povo não tenha mais que se sacrificar, Eu vou fazer o sacrifício dos sacrifícios, Eu vou dar a minha vida, Eu vou derramar o meu Sangue, vou morrer e vou ressuscitar, ninguém vai conseguir fazer um sacrifício desses.

 

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Eu vou fazer um sacrifício, Eu vou me tornar maldição para que o meu povo não viva mais, debaixo de sacrifícios. Ele fez a obra das obras! O que os altares fazem? Trazem a Lei com os sacrifícios para a vida das pessoas. Jesus nos resgatou da maldição da Lei, e os altares aí fora, trazem Lei e obras para a vida das pessoas. É por isso que o evangelho ainda não se tornou o que deveria ser. Esta persuasão não vem daquele que vos chama! O Amado Deus lhe chamou para viver a verdade, você está aqui para viver a verdade, você não vai ser nunca mais enganado na vida! A graça de Deus está no seu coração! Um pouco de fermento leveda toda massa, então, isso se chama rebelião contra Deus e rebelião é pior que feitiçaria, a pessoa que se mete nas obras da Lei que Cristo nos resgatou de lá, mas os altares jogam para a vida das pessoas.

Fazer isto é desprezar a obra de Cristo é anular o que Ele fez na cruz. ― Separados estais de Cristo, vós os que vos justificais pela Lei; da graça tendes caído. (Bíblia Sagrada) Gál. 5: 4.Estão desligados de Cristo! A tradição diz que eu tenho que carregar a minha cruz, não é isso que dizem? É, estão baseados em quê? Vamos ver. Então, convocando a multidão e juntamente os seus discípulos, disse-lhes: ― “Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me”. (Bíblia Sagrada) Mar. 8: 34. E aí você pergunta: “Onde está a minha cruz”? Jesus estava no cumprimento da lei. Nesse momento da história, Jesus ainda não havia experimentado o sofrimento da cruz.

Nas nossas vidas a cruz a qual Ele se referia, é representada pelo sofrimento do dia a dia como verdadeiros cristãos. Sem contar que muitos verdadeiros cristãos na história da Igreja, ainda terminaram as suas vidas pendurados em uma maldita cruz. E assim Jesus como membro da família Hebraica que era, cumpriu toda a Lei, terminando a Sua Missão pendurado naquela cruz. E aqui Ele continua nos convidando: ― Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. (Bíblia Sagrada) Mat. 11: 28. Jesus precisava cumprir toda a Lei, para que pudesse assim nos instituir a Graça. ― E disse-lhes: São estas as palavras que vos disse estando ainda convosco: convinha que se cumprisse tudo o que de mim estava escrito na Lei de Moisés, nos Profetas, e nos Salmos. (Bíblia Sagrada) Luc. 24: 44.

Toda Lei tinha que ser cumprida, porém em toda a população Hebraica não houve ninguém capaz de fazer, Jesus cumpriu toda Lei! E assim após cumprir toda Lei, Ele foi condenado á morrer pendurado naquela cruz, para nos resgatar da maldição da Lei. Cristo nos resgatou da maldição da Lei, Ele Próprio fazendo-se, maldição em nosso lugar. Assim Ele não carregou aquela cruz na qual Ele morreu pendurado, Ele já havia sofrido tanto que não pode mais levar aquela maldita cruz, outra pessoa, um tal de Simão, o cireneu, levou a cruz na qual o Senhor Jesus foi crucificado. Na verdade Ele foi crucificado em nosso lugar, pois aquela cruz era para você, e para mim, porém Jesus á tomou em nosso lugar! ― Cristo nos resgatou da maldição da Lei, fazendo-se maldição por nós, porque está escrito:

Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro; para que a bênção de Abraão chegasse aos gentios por Jesus Cristo e para que, pela fé, nós recebamos a promessa do Espírito.(Bíblia Sagrada) Gál. 3: 13-14. Aqui o Apóstolo Paulo nos fala algo bem interessante, falando do seu Povo, falando de Israel quando diz: ― Irmãos, o bom desejo do meu coração e a oração a Deus por Israel é para sua salvação. Porque lhes dou testemunho de que têm zelo de Deus, mas não com entendimento. (Bíblia Sagrada) Rom. 10: 1-2. Afinal o Povo Hebreu é a descendência de Abraão o pai da fé, conforme nos ensina Paulo aqui, o que faltou naquele Povo foi entendimento, acredito que certamente das lideranças religiosas.

 

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Como sempre fazendo exigências, porém nunca ensinando a verdade como ela realmente é. Daí vem Paulo nos dizendo, o povo tem zelo de Deus, mas sem entendimento. As pessoas muitas vezes não entendem isso, elas têm zelo pela Palavra de Deus, pelo Próprio Deus, mas muitas vezes não sabem como agir para agradá-lo. Muitas pessoas se colocam há disposição das lideranças eclesiásticas, se dispondo até mesmo á colaborar com a Obra de Deus, mas geralmente fazendo tudo errado por falta de entendimento. Muitos chegando e falando, ore por mim, eu quero aceitar Jesus como meu Único e Suficiente Salvador, eu quero levar a minha cruz, mas eu quero naquele Grande dia chegar à Presença de Deus. Todavia muitas vezes dependendo que alguém lhes ensine como agradar á Deus, como adorá-lo em Espírito e em Verdade.

A preocupação do Apóstolo Paulo aqui, determinava que o zelo pode ser mal orientado. O zelo que tinham pela Lei os estava deixando cegos para a liberdade e a verdade encontradas em Cristo.  Mas, considerando o falso ensino que havia no meio deles, o Apóstolo tem um bom motivo para estar perplexo com a condição espiritual dos gálatas.  E esta tem sido a preocupação das lideranças eclesiásticas de hoje com o Rebanho de Deus tão desorientado no mundo atual. ― Esses homens mostram grande interesse por vocês, mas a intenção deles não é boa. O que eles querem é separar vocês de mim para que vocês sintam por eles o mesmo interesse que eles sentem por vocês. É bom vocês terem um interesse sincero sempre e não somente quando estou com vocês. (Bíblia Sagrada) Gál. 4: 17-18.

Infelizmente aqui o povo da Galácia, primeiro errou deixando de lado o verdadeiro Evangelho de Cristo, depois preferiu continuar no erro, agradando os seus novos instrutores religiosos. ― Porquanto, não conhecendo a justiça de Deus e procurando estabelecer a sua própria justiça, não se sujeitaram à justiça de Deus. (Bíblia Sagrada) Rom. 10: 3. Pelo contrário, antes preferiram confiar nos homens, nos falsos ensinamentos. Então, se Jesus já foi crucificado em nosso lugar, se ele já se fez maldição por nós, eu tenho que entender isso, e eu não posso estabelecer a minha própria justiça, voltando agora numa tentativa de cumprir uma Lei a qual ninguém conseguiu, a não ser o Senhor Jesus, sendo assim eu tenho que me sujeitar o que vem de Deus, sendo á Ele grato todos os dias da minha vida.

― “Porque o fim da lei é Cristo, para justiça de todo aquele que crê”. (Bíblia Sagrada) Rom. 10: 4. Você crê na justiça que vem de Deus, você crê que Cristo já foi crucificado em nosso lugar, você crê que não há mais maldição na sua vida, e que a benção de Abraão chegou até nós? Então, você tem que levar a sua cruz, sim, isso é o sofrimento do dia a dia, mas você já é abençoado, porque Jesus pendurado naquela maldita cruz, já pagou o preço por você e por mim! ― Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que se não veem. (Bíblia Sagrada) Heb. 10: 1. A partir de então para agradar á Deus você precisa alcançar o mínimo de Fé, e quando não conseguir: ― Disseram, então, os Apóstolos: Senhor Acrescente a nossa fé. (Bíblia Sagrada) Luc. 17: 5.

Como você já leu lá atrás, esse fator conhecido como FÉ, é algo especial conseguido da parte de Deus, fé é um Dom de Deus, é um Presente Divino. A partir do momento que nós começarmos á ter o mínimo de fé, nós começamos á agradar á Deus, porém, vivemos num mundo de muito sofrimento, mundo de dor, foi ai que Jesus falou, tome a sua cruz e siga-me, ou seja, deixe o mundo e o pecado, aceite á Cristo como seu Único Salvador, e comece uma caminhada de fé, aceitando este mundo como ele é, com todos os sofrimentos. E assim Paulo chamou aquele pessoal de “insensatos”, e indiretamente até mesmo de malditos, quando diz que todos os que estão sob o domínio da Lei, estão debaixo da maldição.

 

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― E é evidente que, pela lei, ninguém será justificado diante de Deus, porque o justo viverá pela fé. Ora a lei não é da fé, mas o ser humano que fizer estas coisas por elas viverá. (Bíblia Sagrada) Gál. 3: 11-12. Paulo aqui apresenta as alternativas da fé e da lei como formas de justificação. Entretanto, ao invés de justificar, a Lei acaba maldizendo, pois faz exigências que ninguém pode cumprir, exceto Jesus Cristo, o Próprio Deus. A Lei, um dispositivo do Antigo Testamento não tem nada á ver com fé, obviamente nos deixa distantes da Graça, nos deixa distante de Deus. Para que ninguém se glorie. Cristo cumpriu a Lei e através da sua morte, livrou-nos da maldição. Porém, Através da fé nós recebemos os benefícios fornecidos pela morte de Cristo naquela cruz, incluindo a justificação e a promessa do Espírito Santo.

O Apóstolo apresenta outra realidade que os Gálatas deviam conhecer e com ela podiam repudiar o judaísmo. As duas passagens do Antigo Testamento; O viverá da fé: ― Eis que a sua alma se incha, não é reta nele; mas o justo, pela sua fé, viverá. (Bíblia Sagrada) Hab. 2: 4. E o ser humano que fizer estas coisas por elas viverá.― Portanto, os meus estatutos e os meus juízos guardareis; os quais, fazendo-os o homem, viverá por eles. Eu sou o SENHOR.  (Bíblia Sagrada) Lev. 18: 5. Como nós podemos ver, ambas as declarações são claras e evidentes, nós só chegaremos um dia na presença de Deus, através da Graça alcançada através de Cristo pendurado naquela cruz, dando assim a Sua Vida por nós. Se não tivéssemos a posição firme do Apóstolo Paulo, colocando a Lei no seu devido lugar e explicando a superioridade do evangelho, o cristianismo, além de não ser religião distinta do judaísmo, não poderia ensinar a verdade da justificação dos pecados pela graça.

Então, o tema desta mensagem é: Pelas obras da lei ou pela pregação da fé. Eu estou mostrando que é pela pregação da fé. “O ser humano não é justificado pelas obras da Lei e sim mediante a fé. Também temos crido em Cristo Jesus, para que fôssemos justificados pela fé em Cristo e não por obras da Lei, pois, pelas obras da lei, ninguém será justificado”. ― Mas se, procurando ser justificados em Cristo, fomos nós mesmos também achados pecadores, dar-se-á o caso de ser Cristo ministro do pecado? (Bíblia Sagrada) Gál. 2: 17. Se eu participo de uma Igreja e aceito que o Pastor me chame de pecador, então, Cristo foi ministro do pecado, não, pendurado naquela cruz Ele ministrou o perdão, ele trouxe através da morte a justificação, Ele nos redimiu exatamente dos nossos pecados.

Porém, eu continuo sendo apenas mais um pecador, continuo pecando, errando e pedindo perdão á Deus pelos meus pecados. Na cruz do calvário! Glórias a Deus por isso! É pela fé que eu tenho que crer que o sangue de Jesus me lavou e me purificou dos meus pecados, porque se não funcionasse, Jesus teria sido ministro do pecado, teria dado à Sua Preciosa Vida em vão, mas graças á Deus que o Sangue de Jesus nos lava e nos purifica dos nossos pecados. ― Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos lava, e nos purifica de todo pecado. (Bíblia Sagrada) I João 1: 7.  

E assim nos podemos ver mais uma vez que a Obra redentora de Cristo começa com o Seu nascimento naquela manjedoura, e termina com a Sua morte pendurado naquela cruz. A partir de então, nada mais que se possa fazer por aqui nos levará há Santa Presença de Deus, então tudo que precisamos é de um pouco de Fé, porque pela Graça sois salvos por meio da FÉ, através do sacrifício de Jesus na cruz. ― Porque não me enviou Cristo para batizar, mas para pregar o evangelho; não com sabedoria de palavra, para que se não anule a cruz de Cristo. (Bíblia Sagrada) I Cor. 1: 17.Como você acabou de ler, é através desse Evangelho que Paulo foi enviado para pregar, que nós alcançamos a Graça de Deus, e com ela a Vida Eterna.

 

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Assim Jesus aperfeiçoou para sempre, aqueles que hoje vivem uma vida reta porque n,Ele creram através do Evangelho, através da Sua Palavra. ― “E disto nos dá testemunho também o Espírito Santo; porquanto, após ter dito”.  “Esta é a aliança que farei com eles, depois daqueles dias, diz o Senhor: Porei no seu coração as minhas Leis e sobre a sua mente as inscreverei”. “Acrescenta: Também de nenhum modo me lembrarei dos seus pecados e das suas iniquidades, para sempre (porque ele aniquilou o pecado)”. Ora, onde há remissão destes já não há oferta pelo pecado. (Bíblia Sagrada) Heb. 10: 15-18.

Sendo assim então, pela fé eu estou morto para o pecado, porque ele tomou sobre si todos os nossos pecados, as nossas enfermidades. Assim por mais que nós sejamos pecadores, mas agora após pecarmos temos á quem recorrer. ― Portanto, eu vos digo: Todo pecado e blasfêmia se perdoará aos seres humanos, mas a blasfêmia contra o Espírito Santo não será perdoada aos seres humanos. (Bíblia Sagrada) Mat. 12: 31. O pecado contra o Espírito Santo não terá perdão. Pois é o Espírito Santo que nos leva á Deus e á Jesus após os nossos pecados, para que possamos alcançar perdão, porém se nós pecarmos contra o Próprio Espírito Santo, Ele se entristece conosco, automaticamente ficamos sem perdão! ― Sou Eu, que apago as tuas transgressões pelo próprio amor, e assim dos teus pecados já não me lembrarei mais. (Bíblia Sagrada) Isa. 43: 25.

Sou eu mesmo quem apago, as tuas transgressões pelo Meu Próprio Amor, certamente através do Sangue de Jesus derramado na cruz do Calvário. Todavia ainda temos a triste oportunidade de ver, além do Povo Hebreu espalhado pelo mundo, organizações eclesiásticas falando de Jesus, e nos ensinando que devemos guardar a Lei, guardar Dia A, ou Dia B, não comer alimento A ou alimento B, e aí por diante. Como temos dito e repetido, não são os nossos méritos, não é a nossa lealdade, que naquele Grande Dia nos levará à Santa Presença de DEUS. ― Mas que diz? A palavra está junto de ti, na tua boca e no teu coração; esta é a palavra da fé, que pregamos, a saber: Se, com a tua boca, confessares ao Senhor Jesus e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dos mortos, serás salvo. (Bíblia Sagrada) Rom. 10: 8-9. E assim meu caro(a) leitor, a minha esperança é que naquele dia possamos chegar juntos lá na Presença de Deus o nosso Criador.

  

Transcrito por:

 

Pr. Manoel Teixeira
Site: www.assotera.com
E-mail: man.tex@hotmail.com
Fones: (47) 3248-5126 / Cel. 99985-7616 WA
ASSOCIAÇÃO TEOLÓGICA RENASCER

 

 

 

 

 

 

 

 

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